segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Encontrando Jesus fora da religião

 




A Bíblia revela que Jesus não se deixa aprisionar por estruturas religiosas, edifícios ou rituais. Embora a igreja física seja importante como espaço de comunhão, ela não contém Deus em si mesma. Como afirma a Escritura: “O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas” (Atos 7:48). Quando certa vez disse isso a uma irmã a caminho da igreja, ela se rebelou contra mim dizendo que eu estava errado. Entretanto o pastor que ela tinha em altíssima estima repetiu esse versículo no púlpito, para surpresa dela e minha, Deus estava nos dando oportunidade de confirmar ou mudar de opinião. Jesus está na igreja quando ali estamos reunidos em Seu nome, mas Ele também está em nós e ao nosso redor, pois o próprio Cristo prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias” (Mateus 28:20).

O Novo Testamento deixa claro que os verdadeiros templos de Deus são as pessoas. Paulo afirma: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). Isso significa que Jesus não se manifesta apenas no espaço litúrgico, mas na vida cotidiana, no coração transformado, na prática do amor, da justiça e da misericórdia.

A religião, quando se apoia apenas na instituição, na liturgia e na obediência externa, corre o risco de perder o próprio Cristo. Foi exatamente esse o conflito de Jesus com os fariseus. Eles conheciam a Lei, frequentavam o templo e cumpriam ritos, mas não reconheceram o Filho de Deus diante deles. Por isso Jesus disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

Há pessoas que acreditam que, por estarem na igreja, seguirem regras e cumprirem práticas religiosas, automaticamente estão bem com Deus. Contudo, Jesus adverte que nem todo aquele que O invoca religiosamente O conhece de fato: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai” (Mateus 7:21). A verdadeira comunhão com Deus não nasce da submissão cega à instituição, mas de um relacionamento vivo e obediente com Cristo.

Encontrar Jesus fora da religião não significa rejeitar a igreja, mas ultrapassar seus limites formais. Significa reconhecer Cristo no pobre, no doente, no injustiçado, como Ele mesmo ensinou: “Todas as vezes que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40). Jesus se revela onde há amor genuíno, arrependimento sincero e fé vivida.

Assim, a igreja deixa de ser um lugar onde se “vai buscar Deus” e passa a ser uma comunidade de pessoas que já O carregam dentro de si. Quando a fé deixa de ser apenas religião e se torna vida, Jesus não está mais restrito ao templo, Ele caminha conosco, habita em nós e se manifesta no mundo por meio de nossas ações.

fazer coisas que Ele não pediu não garante uma vida plena.
A Bíblia mostra que é possível estar muito ocupado com atividades religiosas e, ainda assim, distante da vontade de Deus. Jesus deixou isso claro quando repreendeu os religiosos do seu tempo: Assim vocês desprezam a palavra de Deus, trocando-a por ensinamentos que passam de pais para filhos. E vocês fazem muitas outras coisas como esta. (Marcos 7:13). O problema não era fazer algo para Deus, mas fazer sem ouvi-Lo.

Desde o início, Deus demonstra que obediência vale mais do que sacrifício. O profeta Samuel declarou: “Obedecer é melhor do que sacrificar” (1 Samuel 15:22). Uma vida plena não nasce do acúmulo de práticas religiosas, mas da escuta atenta da voz de Cristo e da disposição de segui-Lo. Quando fazemos coisas que Ele não pediu, mesmo com boas intenções, corremos o risco de substituir relacionamento por desempenho espiritual.

Jesus também advertiu que muitos apresentariam obras impressionantes em Seu nome, mas não seriam reconhecidos por Ele: “Senhor, não profetizamos nós em teu nome?… Então lhes direi claramente: nunca vos conheci” (Mateus 7:22,23). Isso revela que o critério de Deus não é a quantidade de ações religiosas, mas a comunhão real com Ele.

A plenitude prometida por Cristo está ligada à permanência n’Ele, não à atividade religiosa incessante: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (João 15:4). Fora dessa permanência, até as obras aparentemente espirituais se tornam vazias e cansativas. Por isso Jesus convida os sobrecarregados não a fazer mais, mas a descansar n’Ele: “Vinde a mim… e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:28,29).

Viver plenamente, à luz da Bíblia, é aprender a discernir o que Jesus realmente pede: amar a Deus, amar o próximo, andar em humildade e viver pela fé. Tudo o que ultrapassa isso, quando não nasce do Espírito, pode até parecer devoção, mas não gera vida. A verdadeira liberdade cristã surge quando deixamos de tentar impressionar Deus (como se isso fosse possível) e passamos simplesmente a caminhar com Ele.

Como encontrar Jesus dentro da Religião?

Encontrar Jesus dentro da religião é possível quando o templo deixa de ser o fim e passa a ser apenas o caminho. Muitos entram nos espaços considerados sagrados, participam dos ritos e ouvem as Escrituras, mas não reconhecem Cristo porque O procuram como sistema e não como Pessoa. Jesus não se revela à religião que deseja controle, mas ao coração humilde que deseja verdade. Quando a fé deixa de ser mera observância e se torna obediência viva, o templo já não oculta Cristo, ele aponta para Ele. Assim, quem entra na religião com sede de Deus e não de segurança encontra Jesus, não porque Ele pertença ao templo, mas porque nunca deixou de caminhar entre os que O buscam em espírito e em verdade.

É possível passar por Jesus todos os domingos e ainda assim não vê-Lo. Você entra na igreja e Jesus já está lá em pé, ao lado do banco, esperando por você; entretanto, Ele estende a mão para te cumprimentar e você passa direto por Ele, como se Ele não existisse. Não se engane: Ele está lá por você, não porque more naquele local! E você não o vê...

Ele está no templo, mas não se veste de ritual.
Fala nas Escrituras, mas não se curva às tradições.
Convida ao arrependimento, enquanto a religião oferece pertencimento baseado no esforço repetitivo e sem real transformação.

O problema não é estar na igreja, é estar confortável demais nela, apenas aparentando ter uma santidade, que no fundo não existe.
Quem entra no templo para proteger suas certezas dificilmente reconhecerá Aquele que veio para desmontá-las com a verdade: Ele mesmo, o Cristo!

Jesus não se esconde da religião; é a religião que, muitas vezes, se esconde d’Ele, quando percebe que Ele não é aquilo que eles querem.
E enquanto muitos defendem o sagrado, Jesus continua lá, sentado, passando ou ignorado, questionado, bem no meio do culto, mas ninguém o vê.

Da próxima vez que você for à igreja, entre e procure Jesus no meio do povo. Se você não O ver, é porque, na verdade, Ele pode estar em cada irmão ou pessoa, inclusive fora da igreja, aos quais muitos deles Jesus recebeu, e que você sistematicamente tem ignorado. Afinal, como pode amar a Deus, que não se pode ver, se não amares primeiramente ao teu próximo, que podes ver? (1 João 4:20)

 

Pense nisso na próxima vez que for a igreja.

 

Nelson Filho 


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Troque seu falso pastor por um pastor alemão de verdade

 


Já dizia o grande Eduardo Dussek: “Troque seu cachorro por uma criança pobre”, eu vou pegar carona com ele no titulo dessa musica mas no sentido oposto e por motivos óbvios que eu explicarei adiante... "Troque seu falso pastor por um pastor alemão de verdade" Por que? Um pastor alemão é melhor que um falso pastor,  por razões muito simples e profundas, começando; ele não promete o que não cumpre. Diferente do líder religioso que manipula, controla e distorce a fé alheia, o pastor alemão é leal por natureza, não por estratégia. Ele não exige devoção cega, não cobra submissão, não cobra bênçãos e não transforma culpa em ferramenta de poder. Sua lealdade não está condicionada a interesses, apenas à relação genuína que constrói com quem o cuida. Enquanto o falso pastor pede confiança para benefício próprio, o pastor alemão devolve confiança em forma de proteção verdadeira.

Além disso, o pastor alemão não distorce as Escrituras, não usa versículos como arma e não tenta se colocar entre você e Deus. Ele não cria doutrinas convenientes para justificar sua autoridade e não reprime questionamentos sob o argumento de “tocar no ungido”. Seu comportamento é transparente, previsível e honesto. Ele late porque viu algo e quer avisa lo, não porque deseja controlar você pelo medo. Já o falso pastor, ao contrário, prega uma espiritualidade que muda conforme o público, oscila conforme as conveniências e se adapta para manter o poder, não para servir.

O pastor alemão protege sua casa e sua família sem pedir nada além de cuidado básico. O falso pastor protege o próprio microfone, a própria reputação e o próprio sistema de influência. Em vez de cuidar do rebanho, ele transforma o rebanho em plateia. Em vez de apontar para Deus, aponta para si mesmo. E enquanto isso, muitos fiéis deixam de usar a Bíblia como crivo e passam a usar o pastor como filtro, trocando o texto sagrado pela interpretação conveniente de quem deveria ser servo, não senhor.

No fim, a comparação é amarga, mas verdadeira. O pastor alemão não engana, não manipula, não suga, não mente, não promete bênçãos impossíveis, não cria medo espiritual e não tenta ocupar o lugar da verdade. Ele é apenas um cão, e justamente por ser somente o que é, supera com folga qualquer líder que usa para extorsão Deus como objeto e o púlpito como palco. Num país onde tantos falsos pastores se aproveitam da ignorância e da fragilidade espiritual das pessoas, talvez a frase mais sensata seja essa, ainda que com um toque de ironia: "Troque seu falso pastor por um pastor alemão de verdade", pelo menos o segundo jamais colocará coleira espiritual em você!

Paz e Bem, Deus abençoe a todos!

Nelson Filho 

  https://www.instagram.com/nelson_j_filho/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Entre a dúvida e a esperança, caminhamos

 

 

 



 

 

 

 

Entre a dúvida e a esperança, caminhamos

A vida não é sobre ter certeza todos os dias, e talvez nunca tenha sido. O grande Aristóteles sabia e convivia com o futuro fundamentalmente incerto. Ele sabia que não existia controle absoluto, apenas controle sobre nossas decisões e atitudes, mas ele era 'o cara' da filosofia, sabia lidar com isso, diferente de nós meros mortais... Logo, só Deus eu (e talvez você) sabemos o quanto é agoniante viver com as incertezas, em não saber o que futuro reserva... O fato é que certeza é confortável, mas rara em nossas vidas. Não acordamos sempre com todas as respostas, nem com a convicção absoluta de que estamos no caminho certo, nem mesmo se nos esforçarmos muito, o máximo que conseguimos é uma dor de cabeça e uma baita de uma ansiedade. Há dias em que tudo parece claro, mas há outros em que a nossa própria existência parece pesada e nebulosa. Ainda assim, devemos seguir, e seguimos porque existe algo maior do que a certeza, algo mais profundo do que a lógica impecável, algo que não depende da prova do dia, mas da disposição interior. A Bíblia chama isso de fé, pois “andamos por fé e não pelo que vemos” (2 Coríntios 5:7).

Fé não é ingenuidade, nem fuga da realidade, é justamente o contrário. É olhar para o desconhecido e dizer, “eu continuarei caminhando”. É acreditar mesmo quando a vida não oferece garantias, mesmo quando os sinais não são nítidos, mesmo quando as circunstâncias contradizem a esperança. Fé é o ato de escolher confiar, não porque tudo está bem, mas porque você decidiu não se entregar ao desespero. É a confiança que aparece no Salmo quando Davi declara: “No dia em que eu temer confiarei em ti” (Salmos 56:3).

E, ao contrário do que muitos pensam, fé não é ausência de dúvida. A dúvida é humana, a fé é espiritual. Quem não duvida não crê, apenas concorda, antes crer vc primeiro precisa duvidar, essa é a lógica... Fé real nasce no terreno das incertezas, porque só é necessária quando as certezas falham. É no vazio da resposta que a fé se torna viva, é no silêncio que ela cresce, é na falta de controle que ela se manifesta. Hebreus define isso com perfeição ao afirmar que “ a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” (Hebreus 11:1). A fé só pode surgir no momento em que eu não tenho nada; sem indícios, sem caminhos, sem certezas, sem controle, é apenas nesse momento que podemos colocar nossa fé em pratica. Mais uma vez, como sempre, eu direi que é mais fácil falar do que fazer, mas é necessário tentar despertar nesse momento. É tão difícil ter essa fé que Jesus disse, "se tiverdes uma fé do tamanho de um grão de mostarda, direis ao monte levanta te......" Quer dizer, qual era o tamanho da fé daqueles que o seguiam?

As vezes uma vida inteira de espera por mudanças ou soluções poderá ser construída sobre esse movimento invisível, esse salto contínuo, esse acreditar que se renova não porque o mundo mudará para te ajudar (ele não vai), mas porque você escolhe tentar de novo. A coisa boa a se dizer se você é pequeno (como eu) é que a fé não precisa ser gigante, nem heróica, nem teatral, o grão de mostarda que Jesus disse já seria mais que suficiente.... Às vezes, ela é apenas um gesto pequeno e obstinado de dizer a Deus: "Eu creio que estas comigo para fazer o que for melhor" e ai respirar fundo, levantar da cama, seguir em frente ou recomeçar de onde caiu. E repetindo de novo, de novo e de novo até minha língua sangrar; é como Jesus disse, "basta fé do tamanho de um grão de mostarda para mover montanhas". (Mateus 17:20)

Por isso, viver não é ter certezas, é aprender a caminhar com os olhos da alma abertos, atento a tudo para não cair nas armadilhas do inimigo, sabendo que cada dia traz suas sombras e suas luzes; primeiro vem o sol depois a noite escura e não importa o quanto você goste do sol. Fé é o que permite continuar andando quando a razão pede pausa. E acreditar sempre, ainda que seja apenas um pouco, é o que mantém o coração firme diante do que é incerto.

No fim, sobra uma uma certeza, a vida não e sobre entender tudo, (porque você não conseguirá mesmo) mas é sobre confiar em Deus o suficiente para não desistir, crendo que Ele está no controle. É isso que deve nos sustentar, é isso que deve nos transformar, e é isso que a Bíblia nos convida a viver quando diz: “não temas, porque Eu sou contigo” (Isaías 41:10). Creia nessa verdade!!!

Paz e bem, Deus te abençoe sempre!

Nelson Filho

domingo, 30 de novembro de 2025

Uma oportunidade na adversidade.

 







Há uma verdade espiritual que transforma o coração, alivia a alma e reorganiza toda a nossa vida: Deus está no controle!
Nada escapa ao Seu olhar, nada acontece fora da Sua soberania.

A Palavra nos lembra:
“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.”
(Provérbios 16:9)

Eu tenho desejos, você também tem, mas a verdade é que nem sempre eles fazem parte do plano de Deus para nossas vidas.
E isso é misericórdia, não castigo.

Isso significa que os momentos bons, os difíceis, os inesperados, os que não entendemos, todos eles passam primeiro pelas mãos de Deus.
Ele não perde o governo.
Ele não fica surpreso.
Ele é Senhor sobre tudo.

Ele não saiu por 15 minutos para tomar café, não, está lá, vendo e controlando tudo.

E se eu aceitar essa verdade, se eu compreender no mais profundo da alma que é Deus quem está por trás de todas as coisas, algo poderoso acontece dentro de mim:

Eu renuncio à ansiedade.
Eu renuncio ao desejo inquieto.
Eu renuncio a preocupação e ao medo que consomem a paz.

Porque a Palavra diz:
“Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês.”
(1 Pedro 5:7)

E quando eu lanço, eu deixo lá.
Não pego de volta.
Não tomo das mãos de Deus aquilo que Ele mandou entregar. Então, quando essa verdade penetra o coração, algo ainda maior acontece: o caminho se abre. Sim, Deus abre oportunidades para novas oportunidades.
Ele renova, Ele restaura, Ele realinha.

Como Ele mesmo declara:
“Eis que faço uma coisa nova; agora ela está surgindo.”
(Isaías 43:19)

Ele abre caminhos onde não existe, coloca um farol na noite e nos dá direção.

Isso significa que:

A dor pode virar testemunho.
A espera pode ser leve.
A lágrima pode virar colheita.
E aquilo que parecia atraso pode ser, na verdade, preparação.

Nada é desperdiçado nas mãos de Deus. Por isso, hoje você precisa declarar isso, se desejo a Ele reconhecendo seu poder transformador.

Davi compreendeu isso quando disse:
“Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.”
(Salmo 23:3)

Então reconheça também e declare:
“Pai, eu sou Teu. Minha alma Te pertence. Guia-me como um cego ou como um soldado em batalha; nada posso sem Ti.”

Quando essa entrega é verdadeira, Deus muda rotas, cura feridas, fortalece o espírito e coloca você exatamente onde deveria estar.

Descansar em Deus não é desistir.
Descansar em Deus é confiar. E quando confiamos, a vida se alinha ao propósito que Ele revelará no tempo certo. 

 É fácil como muitos dizem? Não, de jeito nenhum, não é. Mas se não começarmos, se ao menos não tentarmos, jamais conseguiremos. Precisamos começar a transformar essa fraqueza em força com um simples pensamento: “Portanto, muito me alegrarei nas minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.” (2 Co 12:9)

Deus te abençoe!

Nelson Filho 

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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

A importancia de saber escutar

 







Na jornada cristã, somos chamados a imitar a Cristo em todas as nossas interações, refletindo Seu amor e compaixão. A frase ajude a entender o que vc está dizendo” é um poderoso instrumento de conexão que exemplifica essa postura. Quando a utilizamos, nos posicionamos como servos na conversa, demonstrando humildade e disposição para compreender o coração e as intenções do outro, em vez de impor nossos próprios julgamentos ou opiniões. Isso reflete o mandamento de Jesus em João 13:34: “Amem-se uns aos outros como eu os amei.”

A distinção entre ouvir e escutar é fundamental. Enquanto ouvir é um ato passivo e muitas vezes superficial, escutar é um exercício ativo que requer concentração e empatia. Tiago 1:19 nos instrui: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se.” Este versículo nos lembra que a escuta ativa é uma forma de contenção e sabedoria, permitindo que a paz prevaleça sobre o conflito.

Praticar a escuta ativa significa reconhecer o outro como portador de uma história única, criada à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Quando paramos para ouvir profundamente, damos valor ao próximo, afirmando sua dignidade e importância.

No diálogo, é comum sermos tentados a buscar a razão ou justificar nossas próprias perspectivas. No entanto, o exemplo de Cristo é contrário a essa abordagem. Filipenses 2:3-4 nos exorta: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas, humildemente, considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” Observe que essa frase vai na contramão do mundo e até do que muitas igrejas ensinam, porém é assim que devemos agir se somos mesmos seguidores de Cristo.

Essa humildade é a essência da inteligência emocional cristã, que se manifesta quando rejeitamos o impulso de acusar ou reprovar. Ao invés disso, buscamos entender as motivações e os sentimentos por trás das palavras do outro, construindo pontes ao invés de muros.

Para que nossa escuta e diálogo sejam verdadeiramente produtivos, é essencial buscar a orientação divina. Antes de qualquer conversa difícil, podemos orar como o salmista: “Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmos 141:3). Essa dependência do Espírito Santo nos capacita a responder com mansidão e sabedoria, mesmo em situações de tensão.

Quando nos dedicamos a compreender o outro com sinceridade, produzimos frutos que glorificam a Deus e edificam as relações humanas. Gálatas 5:22-23 nos lembra que os frutos do Espírito incluem o amor, a paz, a paciência e a bondade, todos essenciais para a prática da escuta empática.

Por fim, ao adotarmos a frase ajude me a entender, não apenas promovemos diálogos mais produtivos, mas também nos tornamos instrumentos de reconciliação e amor, como em 2 Coríntios 5:18: “Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.”

Que possamos, com o auxílio de Deus, nesse ano que começa; sermos ouvintes mais atentos e dispostos, iluminando o mundo com o amor de Cristo em cada interação.

Nelson Filho.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

O que é fazer a obra de Deus?

 

    


 

 

 

 

 

 

 

 

Perguntaram a Jesus: “O que é necessário para que façamos a obra de Deus?” Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que Ele enviou.” (João 6:28-29) Mais adiante, Paulo confirma: “Deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.” (1 Timóteo 1:4)

Alguns dirão: “Fé sem obras é morta” (Tiago 2), tirando o texto de seu contexto numa tentativa de criar um sistema de justiça baseado em obras e fé. No entanto, essa abordagem contraria muitas outras passagens. Tiago afirma que uma fé viva resulta em boas obras, (incluindo ações morais, espirituais), pois alguém regenerado possui um coração transformado. Essa regeneração se manifesta em uma vida de fé, caracterizada pela obediência contínua a Deus e pelo amor ao próximo, sem que isso seja algo forçado. Sim, uma fé viva pode resultar em obras, mas o inverso não é verdadeiro.

É crucial entender que não praticamos boas ações para realizar a obra de Deus; fazemos boas ações porque isso é parte da nossa nova natureza regenerada.

É surpreendente que, após mais de 30 anos na igreja, nunca tenha ouvido uma pregação que expusesse a obra de Deus de maneira tão simples quanto Jesus fez. É uma simplicidade que qualquer criança de oito anos poderia compreender! O pior, na minha opinião, é que muitos dos que ensinam, e teoricamente deveriam saber disso, parecem ignorar essa verdade. Se realmente sabem, podem ter esquecido ou hesitam em pregar sobre isso, temendo que a “mão de obra” fique ociosa ou pior percam os trabalhadores! Aliás, falando em ociosidade, meu filho “encomendou” uma reflexão sobre o Céu, o banco e o Inferno, onde o banco (sim, estou falando do banco de madeira da igreja) é o local mais próximo ao Inferno. Se Deus permitir, em um dia inspirado pela Bíblia, escreverei sobre isso!

A obra de Deus não se resume ao que fazemos em favor da Igreja, pois a verdadeira obra foi realizada por Deus, que enviou Cristo, que morreu em nosso lugar por causa dos nossos pecados e ressuscitou para ser nosso advogado junto ao Pai. A pessoa não precisa fazer nada além de crer e descansar no que já foi feito; não existe outro caminho, embora muitos ainda não tenham compreendido isso. “Ah, eu faço caridade, ajudo os pobres, trabalho na igreja, canto, faço faxina, cuido dos carros, etc.” Isso não é obra de Deus; é a sua obra, uma obra humana, digna de reconhecimento humano do seu pastor e de seus irmãos, não existe nada de obra de Deus nisso, apenas obra de homem. Vou dizer algo que poderá choca lo: Deus não precisa de vc seu dinheiro ou seu trabalho! Se Deus quer algo especificamente, Ele levanta pessoas, recursos e capacita. 

Isso vale até para os missionários; Deus é quem chama para o trabalho e aos que Ele chama Ele capacita, aos que capacita, envia e aos que Ele envia sustenta. Se Deus tivesse o desejo de levantar um destes templos bonitos, modernos e tecnológicos, Ele não precisaria de ninguém para ajuda-Lo; nem a construir e manter.... Aliás, pensando nisso, eu não sei se Deus gosta de explorar crentes trabalhando na igreja onde o único levita (que recebe) é o pastor, acho que não...

A vida cristã é muito mais leve do que parece; entretanto, a religião tem imposto tantas condicionantes e fardos pesados sobre os irmãos que muitos acabam desistindo.

A vida ao lado de Jesus não é baseada em fazer, mas em crer, pela fé naquele que o enviou. E se você fizer, crer, "amar a Deus e ao teu próximo como a ti mesmo", certamente estará realizando a obra de Deus. Não se deixe enganar!

Reflexão:  Mateus 23

*** Pessoas de Países do mundo inteiro visitam este blog. Entre eles: EUA, Singapura, Rússia, Hong Kong, Reino Unido, Alemanha, França , Índia, Suécia, Noruega, entre outros países que não consigo saber devido as políticas de privacidade e VPN.

Eu não te conheço, não sei o que você pensa sobre este blog; não sei se você entende o que eu escrevo, quais são suas crenças duvidas ou qual é seu relacionamento com Deus.

Mas de uma coisa eu tenho certeza: se você chegou até aqui e não sabe como fazer para ser salvo, não foi por acaso. Se você está aqui sem saber o que está fazendo, o que pensar ou até mesmo se sentindo desorientado, saiba que foi Deus quem te trouxe aqui. Deus está te dando uma oportunidade de ter um relacionamento pessoal e único com Ele; e Ele te dá essa oportunidade agora, porque se importa com você e vê o seu sofrimento! 

Eu quero te dizer que é bem simples iniciar um relacionamento com Deus e você pode fazer isso agora, nesse exato momento, basta você querer!

 Você quer ser salvo agora ou ainda não tem certeza da sua salvação???

De olhos abertos e com sinceridade faça a seguinte oração:


“Senhor Deus, eu entendi que sou um pecador e que preciso ser salvo pois o pecado me afasta de Ti.

Entendi também que o Senhor enviou seu Filho Jesus Cristo para morrer pelos pecados que eu cometi em toda minha vida e pelos que ainda cometerei.

Nesse momento eu aceito seu Filho Jesus Cristo que derramou sangue por mim como meu Único e Suficiente Salvador.

Escreve agora, Senhor, o meu nome no Livro da Vida para que um dia eu possa ter uma vida eterna ao seu lado.

Ajuda me na minhas dificuldades e coisas que eu não compreendo.

Regenera me Senhor com Teu Santo Espírito até que um dia eu possa estar ao teu lado.

Obrigado, Senhor Deus por enviar Jesus e obrigado Jesus por morrer por mim.

Amem!”

 

Se tiver alguma dúvida, sinta se livre para perguntar ou enviar alguma mensagem, respondei assim que for possível.

 

Paz e Bem, Deus abençoe a todos!

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Nelson Filho

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

A igreja de portas fechadas: O que é?

 


A Igreja de Portas Fechadas: o que é?

É o local onde há acepção de pessoas; onde os pastores, presbíteros (e outros cargos eclesiásticos) são mais importantes que as “ovelhas” (eles ainda não entenderam que as ovelhas não são deles, e que eles também são ovelhas); onde os irmãos dizimistas têm mais valor do que os que não dizimam; onde as pessoas engajadas ministerialmente (nas obras da igreja, e não na obra de Deus, aliás, muitos nem sabem o que é a obra de Deus segundo Jesus!) são mais reconhecidas do que aquelas “que ficam no banco”; e onde a retórica do “eu sou santo” tem mais valor do que o mandamento “ama o teu próximo”.

É um local onde os pastores ainda não compreenderam que não é o mundo que atrai as pessoas para fora, afinal, a própria palavra igreja, em seu sentido literal grego, significa “chamados para fora", mas sim que a igreja se tornou um ambiente tão desconfortável que, para quem não faz parte desse grupo restrito, estar “no mundo” parece melhor do que estar em uma igreja onde Deus não se assenta com o povo.

E isso nada tem a ver com estar “desviado”, pois há uma diferença abissal entre estar fora da presença de Deus e estar fora de um clube ou de um lugar tristemente pérfido, onde homens “corajosos”, divididos entre os “desprovidos de qualquer temor” e os “desprovidos de conhecimento da vontade de Deus”, chamam de “igreja”.

A verdadeira Igreja de Deus, invisível, incorruptível e indivisível, é santa e perfeita. Este lugar, porém, não é!

Ah, eu quase me esquecia: nas igrejas de portas fechadas existe ainda uma outra categoria de homens, os que têm algo a perder. São líderes que construíram sua vida sobre uma denominação, conquistaram cargos, status, dinheiro e segurança econômica (tudo o que o Homem que não tinha onde reclinar a cabeça jamais possuiu) e, agora, não conseguem romper com o sistema e seguir o Evangelho. Ter tudo isso tornou-se mais importante do que seguir plenamente a Deus.

Quem assistiu The Chosen viu a aflição de Nicodemos em querer seguir a Jesus, mas não poder, porque perderia tudo o que havia conquistado dentro da religião. Embora seja uma licença poética da série e não um fato histórico, ilustra perfeitamente o que quero dizer.

Essa reflexão não é pessoal, nem direcionada a qualquer pessoa específica. Contudo, meu amado irmão, pastor ou amigo que lê este texto (e alguns, eu sei, não irão gostar, pois se identificarão com ele), lembre-se da frase de Spurgeon:

“Naquele dia, milhares e milhares de pastores irão para o inferno, seguidos bem de perto por suas ovelhas — sim, ovelhas de homens, não de Deus.”
(Adoradores de homens que confessam Deus apenas com os lábios.)

E um detalhe: valorize as palavras de Spurgeon. “Ele foi um milagre de Deus!”, disse um pastor de uma tradicional e centenária denominação ainda esta semana. Ele concluiu que “apenas por uma ação miraculosa Spurgeon se converteu ouvindo o evangelho da boca de um leigo” (que, na verdade, era um diácono...). Esse é o nível que ouvidos ainda sãos têm que suportar. Se isso não faz diferença para você, ou não o incomoda, algo está errado, e certamente você não conhece bem ou não se importa com o que diz a Bíblia.

Portanto, cuidado: siga Aquele que você confessa. Se é apenas de lábios, que seja de agora em diante de coração!
E fica uma advertência: existe uma incompatibilidade entre seguir a Deus e Sua Palavra e seguir aos homens e à religião.
Você pertence a quem você segue: se segue a Deus, pertence a Deus. O “milagre Spurgeon” avisou:

“Se você segue aos homens, você pertence aos homens.”

Não deixe que sua igreja permaneça de portas fechadas, abra-as, para que os amados de Deus possam entrar!




( Jo 10:11-15, Mt 22:37, Jo 6;28, Mt 6:22, Jo 8:47, MT 7:24)

 

Paz e Bem, Deus abençoe a todos!

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Nelson Filho

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

A Bíblia que não é pregada:


 







Existem muitos textos bíblicos que não são pregados, e hoje vou me ater a apenas um, para não tornar esta postagem demasiadamente extensa. O texto é:

Atos 20:33-35: “De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem roupas. Vós mesmos sois testemunhas de que estas mãos trabalharam para suprir minhas necessidades e as de meus companheiros. Em tudo tenho-vos mostrado que, trabalhando assim, é necessário ajudar os necessitados, e recordar as palavras do Senhor Jesus: ‘Mais bem-aventurado é dar do que receber’.”

Os motivos pelos quais esse texto não é pregado são bastante óbvios. Paulo adverte contra a busca por facilidades materiais e financeiras por parte daqueles que estão se aproximando do Evangelho. Infelizmente, a igreja (com "i" minúsculo) como instituição não consegue seguir essa instrução de Paulo.

A partir do livro de Atos 4, você verá que, no início da Igreja, os que se convertiam ao cristianismo estavam dispostos a entregar todos os seus bens aos pais da Igreja (os apóstolos) em apoio à nova fé. Paulo, sabendo disso e sendo um homem verdadeiramente de Deus, adverte para que os seus não cobicem os bens materiais dos novos na fé. Imagine se ele fosse um “pastor” dos dias atuais (com raras exceções, pois tenho amigos pastores que acredito estarem entre essas exceções). Paulo não estava interessado em fazer a igreja crescer, construir templos, enriquecer, e muito menos em garantir seu salário no final do mês. Aliás, diga-se de passagem, Paulo TRABALHAVA, e como diz o texto, trabalhava arduamente, inclusive para sustentar os que estavam com ele: "Vós mesmos sois testemunhas de que estas mãos trabalharam para suprir minhas necessidades e as de meus companheiros."

Em 2 Tessalonicenses 3:8, Paulo diz: “Nem de graça comemos o pão de ninguém; mas, com trabalho e fadiga, de noite e de dia, para não sermos pesados a nenhum de vós.”

Paulo trabalhava tanto no ministério quanto para sustentar a si mesmo e aos outros que estavam com ele. Ele não tirava férias, não viajava para Orlando com os filhos; ele não deixava de ser apóstolo e nem desligava o “telefone celular”.

Paulo tinha o direito de pedir dinheiro ou salário pelo seu trabalho (1 Timóteo 5:18: “O trabalhador é digno do seu salário”), e os pastores também têm esse direito. No entanto, se Paulo tinha esse direito, então TODOS, incluindo o pessoal da faxina, também deveriam ter, pois todos são obreiros. Mas não é isso que acontece. “Mas o pastor trabalha em tempo integral e os outros não.” Essa alegação é equivocada, pois trabalho é trabalho, independentemente do tempo que leva. Mesmo com esse direito, Paulo optou por trabalhar arduamente para dar um exemplo a todos os trabalhadores da obra. Em 2 Tessalonicenses 3:9, Paulo diz: “Não porque não tivéssemos o direito, mas para vos oferecer exemplo em nós mesmos, para que nos imitásseis.”

***Obs: Paulo pediu que o imitassem trabalhando fora do ministério para se sustentar. Quantos pastores seguem essa recomendação de Paulo? Todos sabemos a resposta...

Se o objetivo de Paulo fosse ter um ótimo emprego de apóstolo, ganhar dinheiro, viver tranquilamente, tirar férias, receber décimo terceiro, abono e a segurança da CLT, ele poderia ter feito isso, recitando o trecho de Malaquias 3:10 e ganhando muito dinheiro.

Entretanto, ele não o fez porque sabia quão importante era seu ministério e não se deixou manchar pelo que se opunha à verdade e ao sentido do Evangelho para com os necessitados (espirituais e materiais).

O que o impulsionou a trabalhar e a dar exemplos de vida e conduta, senão uma convicção verdadeira do que era a Igreja que lhe foi revelada? Se ele realmente acreditava que era verdade, sua conduta nas circunstâncias em que vivia era uma prova forte para seus ouvintes de que essa era uma religião verdadeiramente do céu. O que falta a muitos pastores atuais para seguir Paulo? Vocação, convicção, conversão, coragem ou disposição para trabalhar? (Falta outra coisa? Diga aí nos comentários...)

Isso não é direcionado a ninguém especificamente; é apenas uma reflexão de alguém que viu outra pessoa ser literalmente destruída em uma comunidade de uma igreja dita “cristã”, apenas por pensar diferente, por “não acreditar em pastor profissional ou igreja instituição”. Lamentavelmente, não houve um pastor sequer para defendê-lo ou ensiná-lo, talvez até contradizê-lo, se fosse o caso. Creio que isso não aconteceu porque ninguém quer se indispor com as ovelhas dizimistas. Pois bem, se for esse o caso, eu também não acredito em igreja instituição e pastor profissional. Se acreditasse, provavelmente estaria pastoreando uma grande igreja, pois preparo e oportunidades eu tive. Mas ao não aceitar isso, dei voz à minha convicção!

Uma coisa é certa: muitos (não todos, graças a Deus!) se aproveitam dessas argumentações falhas, que procuram utilizar prescrições da lei cerimonial cumprida em Cristo ou da lei judicial de Israel, de caráter temporal para aquela nação (que nem os judeus desta era cumprem), a fim de manter suas estruturas. Infelizmente, quando fazem isso, mais afastam do que atraem aqueles que precisam conhecer a Cristo, prestando um desserviço aos que entram pelas portas dos templos, onde chegam pagando ao invés de ouvir sobre Jesus e as boas novas.

Assim, alguns impõem, com ameaças de maldições, às pessoas o propósito de contribuir e dizimar; ou para acumular riquezas e manter seus empregos assalariados, ou, no melhor dos casos, para cobrir suas despesas estruturais (templos que Deus não ordenou), o que, até onde entendo, é justo – pois é mais um local para uma reunião dos santos. O que não é justo é justificar o injustificável como “verdade da religião cristã e seus dogmas", como se fossem ordenados por Deus.

Fica aqui essa pequena reflexão e o discurso apresentado no apelo de Paulo aos seus ouvintes. Compreendam que qualquer chamado “obreiro” que age de outra forma, que não a do apóstolo, é facilmente contradito, como Paulo buscava evitar. Se os obreiros, pastores, padres, bispos, etc., tivessem noção e soubessem o mal que essas imposições e atitudes causam, afastando as pessoas da Igreja de Cristo, teriam uma atitude diferente. Aqueles necessitados (os que Paulo diz que deveriam ter suas necessidades supridas pelas ofertas aos santos) se sentem envergonhados por não poder dizimar ou contribuir; assim, essas pessoas que mal têm condições de subsistência são afastadas da “igreja” por esse escândalo que é promovido.

Uma vez, uma pessoa me disse: “Tenho vergonha de não ter dinheiro para colocar na salva”, e outra disse: “Como irei se naquele lugar me amaldiçoam com pragas?” O preço para teoricamente ouvir Jesus ou sua Palavra é o constrangimento? Creio que não, e uma coisa é certa: um dia, Deus colocará ordem em todas as coisas e fará justiça, a Sua justiça. Portanto, preste bem atenção ao que se prega na sua igreja; compare sempre com a Bíblia, pois instituição ou homem algum, fora da inspiração bíblica de Deus, escreveu algo que seja útil se não estiver arraigado e fundamentado na Palavra.

 

Paz e Bem, Deus abençoe a todos!

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 Nelson Filho

quarta-feira, 26 de julho de 2023

O pato

 



**O Pato**

Aqui está o texto revisado com maior coesão:

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**O Pato**

Acordei com uma barulheira do lado de fora da janela: passarinhos agitavam-se de um lado para o outro, fazendo “pi piripi, pipiri, pi piripi, piripi.” Não sei ao certo o que estava acontecendo, já que ainda não aprendi a língua dos pardais (suponho que fossem pardais). Também não sei se era uma discussão ou uma conversa amigável, ou quem sabe algum deles estivesse contando como escapou de um gato durante a madrugada. Esse mistério, para mim, permanecerá sem solução.

Embora eu não seja um grande conhecedor de pássaros, algumas coisas sei: eles dormem cedo, comem insetos e migalhas que encontram pelo caminho, se abrigam em lugares seguros quando chove, vivem muito tempo em cativeiro e, o mais importante, parecem levar uma vida sem grandes preocupações.

O que mais me impressiona nos pássaros é a simplicidade da vida que levam!

Claro que enfrentam problemas do cotidiano, como fugir dos gatos, construir ninhos, cuidar dos filhotes, abrigar-se das tempestades e procurar alimento. Contudo, como já disse, esses problemas não parecem ser motivo de grande preocupação para eles.

Jesus disse: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mateus 6:26-30).

Ele nos ensina a aprender com os pássaros e reafirma que somos preciosos aos olhos de Deus. Assim como Deus alimenta e cuida das aves, Ele também cuida de nós, e não precisamos nos preocupar excessivamente com as necessidades básicas.

Mas, já pensou que os pássaros têm uma postura proativa diante dos desafios diários? Quando estão com fome, buscam comida, água, abrigo; não fogem das dificuldades, mas as enfrentam à medida que surgem, sem muita preocupação, como se tivessem uma fé inabalável. É assim que os vejo.

João Gilberto, em sua sabedoria musical (e também observacional), na canção "O Pato", conta que “o pato vinha cantando alegremente e se encontrou com o marreco sorridente, que pediu para entrar no samba”.

Por que um pato canta alegremente ou um marreco sorri e se junta a outras aves para formar um quarteto? (As outras eram o ganso e o cisne.)

A resposta, acredito, está no coração desses bichinhos: eles nada possuem e não se preocupam com o que está fora de seu controle. Por isso, têm tempo e disposição para viver e cantar alegremente.

Essa alegria de viver não está nas posses, na força ou na sabedoria das pessoas de vida simples, mas na fé de que Deus nos guiará, independentemente das dificuldades, seja no frio, na chuva ou no sol. O apóstolo Paulo também sabia "estar contente" em qualquer situação (Filipenses 4:11-13).

Sigamos o conselho de Jesus: não nos deixemos consumir pela ansiedade ou por preocupações com coisas que não podemos controlar. Demos espaço para que Deus aja em nossas vidas. Como as aves, enfrentemos os desafios diários à medida que surgem, lembrando que, para Deus, somos muito mais valiosos do que qualquer pássaro.

Claro, viver dessa forma não é fácil, pois o mundo ao nosso redor muitas vezes obscurece nossa visão espiritual. No entanto, se buscarmos a simplicidade das aves e tivermos fé de que o Criador tem um plano perfeito para nossas vidas, estaremos no caminho certo, cantando alegremente como “o pato”.

Paz e bem, que Deus abençoe a todos!

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Nelson Filho

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Esteja com Deus nestes tempos sombrios

 





Tentar mudar o mundo pode ser um trabalho extremamente ingrato e árduo, com muito desperdício de energia e tempo. Tendo dito isto; se você quer mudar alguma coisa mais facilmente mude antes seu próprio mundo. Mude o modo com vê as coisas, como vc vive, isso sim vale a pena tentar mudar.

Quando o mundo que imaginamos enfrenta os mistérios dos caminhos de Deus, reduz as nossas melhores ideias a pouco mais que conjecturas. Os desapontamentos com os quais temos de conviver no presente; tudo isto vem sob a permissão de Deus em seus mínimos detalhes, estejam ou não de acordo com os nossos desejos. Porém uma coisa eu sei, Deus cuida dos seus filhos e de antemão avisa:

 “Tudo fez formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim.” (Ec.3:11)

Isso significa ( entre varias possibilidades) que não sabemos para onde este louco mundo irá, mas por intuição sabemos que as apostas não são boas sob a regência de Satanás. Uma insanidade coletiva está tomando conta da sociedade mundial e no Brasil também; você acha que Deus não sabe ou não está no controle? Sabe sim, então deixe os loucos com sua loucura, não enlouqueça junto, busque, cultive a paz e o amor, pois o mundo se auto destruirá sem precisar de sua ajuda. Sentar se a mesa com pão, café e leite quentinho é um dos melhores lugares físicos para se estar nesses tempos sombrios, mas  estar com Deus e entregar seus pensamentos a Ele,  é o que  salvará sua sanidade!

Paz e Bem, Deus abençoe a todos!

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 Nelson Filho


quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Coisas ruins acontecem

 






 

 

“...para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” (Mt 5:45)

**Quando algo ruim acontece, é comum ouvirmos: “É a vontade de Deus.” **

No entanto, não acredito que a vontade de Deus seja causar catástrofes, assassinatos, a morte de inocentes, doenças, ou o sofrimento de crianças e de pessoas que buscam o bem para suas famílias. Quando esses eventos ocorrem, isso não reflete a vontade de Deus. Ele jamais desejaria que algo terrível acontecesse àqueles que Ele ama, nem mesmo aos ímpios (Ez 33:11). Assassinatos, crimes, catástrofes naturais e governantes perversos que provocam guerras insanas nem sempre são o resultado do pecado de uma nação inteira; muitas vezes, são consequências das ações individuais de uma pessoa. Em contextos nacionais, esses males afetam justos e injustos — todos sofrem. E, individualmente, doenças, assassinatos de crianças e a miséria também acontecem.

**Por que isso ocorre?**

Essa questão não tem uma resposta simples. Mas, se tentarmos esboçar uma explicação, podemos encontrar alívio em momentos de tristeza e angústia (luto, doença, decepção, miséria, etc.) e superar nossas dúvidas através da fé.

A vontade de Deus para Seus filhos é a perfeição de nosso caráter e a nossa felicidade plena e abundante (Jr 29:11). Contudo, nossa natureza caída, somada a um mundo corrompido e dilacerado pelo pecado há séculos, não permite um caminho fácil para esse grande destino enquanto vivermos aqui.

Dessa forma, Deus permite que aflições nos atinjam, seja como indivíduos, seja como nação, como consequência de nossos erros, ignorância, e às vezes das atitudes de outras pessoas. Por exemplo: nenhum povo deseja um governante ruim, mas muitos escolhem mal, resultando em sofrimento para todos, inclusive para os que pertencem à “nação de Deus” (Igreja). Veja o caso recente dos cristãos perseguidos na América Central, ou a miséria em países potencialmente ricos, causada por grupos corruptos que se alimentam do sofrimento do povo. Isso mostra que ninguém está isento de sofrimento, perseguição, fome ou dor.

Deus não tem uma pátria física neste mundo (apesar de muitos afirmarem que seu país pertence a Jesus). Sua única bandeira é Jesus, e Sua nação é Sua Igreja invisível, composta por todos os Seus filhos espalhados pela Terra. Portanto, não há garantia de que Ele poupará uma nação de uma catástrofe.

**O que fazer, para superar as incertezas e os obstáculos do caminho?**

É importante que cada uma que crê nEle saiba que Deus age, socorre e conforta cada um individualmente. Ele conhece todas as pedras e armadilhas do caminho e guia aqueles que O buscam, mesmo nas trevas mais profundas. Muitos, confiando em sua limitada inteligência, tentam prever o futuro e encontrar o melhor caminho, mas sem a luz de Deus, acabam perdidos. Em vez de se deixarem guiar pelo Criador, confiam em suas próprias forças. Se alguém deseja refrigério, luz e certeza, deve seguir a Deus, pois Ele nos vê em todas as situações e pode nos conduzir, iluminando nossa mente onde falta entendimento (Sl 23). Para Deus, não há escuridão que resista, nem barreira que impeça Seus planos. Temos duas escolhas: confiar no homem ou confiar em Deus.

Se, em meio à aflição, optarmos por confiar nos homens, estaremos por nossa conta. Mas, se decidirmos olhar para Deus em meio à dor e às lágrimas, e perguntar-lhE: "Pai você sente e vê minha aflição?"  Ele virá, e dirá: “Sim, Eu conheço a sua dor.”

Jesus não reina em um lugar físico, mas Ele deseja reinar dentro de você e enxugará suas lágrimas antes que um novo dia comece.

**Paz e bem. Que Deus abençoe a todos!**

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Nelson Filho


sábado, 20 de agosto de 2022

Deus ama os café-com-leite!

 









Alguns são café, outros leite, e outros ainda são café-com-leite, mas Deus ama a todos! Quem tem mais de 40 anos provavelmente se lembra das brincadeiras de rua, onde interagia com outras crianças, geralmente mais novas, que não tinham condições plenas de participar das brincadeiras. Essas crianças eram admitidas na condição de "café-com-leite", ou seja, sem muita importância.

O que essa criança fazia ou deixava de fazer não importava, nem modificava o andamento do jogo, e as outras crianças, que não estavam nessa condição, também não se importavam muito com elas.

Hoje, ou melhor, há muito tempo, o "café-com-leite" se instalou definitivamente no mundo, e até na igreja. As necessidades “dos pequenos”, das pessoas sem importância, dos que estão fora dos grupos, não importam; o que importa é apenas a brincadeira continuar. Afinal, a presença dessas pessoas, em qualquer meio social, não faz diferença.

Mas e Jesus? Como Ele via os “café-com-leite” (pessoas de todas as idades)? Na verdade, Ele afirmou que deles é o Reino dos céus, pois sabia que, ao reconhecer que essas pessoas ainda não têm condições de partilhar dos objetivos estabelecidos pela sociedade (instituições, agremiações, igrejas, etc.), eram puras e acolhidas por Ele.

Quando diferenciamos uma pessoa pela sua posição, cargo ou status social, estamos fazendo acepção de pessoas, o que é o oposto do que Jesus fez e recomenda. Não damos atenção às necessidades, pedidos e desejos dos mais simples e humildes simplesmente porque os encaramos como sem importância relativa.

E aí, estamos tratando nossas “crianças” (nosso próximo) como "café-com-leite" ou como Jesus ensinou?

Que Deus abençoe todos os seus amados "café-com-leite"!


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Nelson Filho.


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Tudo começa com um “bom dia”!

 


 

 

 

 







Tudo começa com um “bom dia”!

“O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima” (Provérbios 12:25).

O filósofo Alasdair MacIntyre disse que "temos em nós conceitos de moralidade, virtude, honra e bondade, mas já não temos um sistema que os conecte". Tenho que concordar em parte; realmente, não temos um sistema de conexão implícito em nossa alma. No entanto, ele pode ser desenvolvido por nossa vontade e consciência, transformando nosso caráter, desde que tomemos consciência disso.

Fazer a diferença no mundo e ao próximo com o objetivo de receber uma recompensa futura não é virtude, mas sim esperteza de quem busca pagamento por sua atitude. A verdadeira virtude está em fazer o bem desinteressadamente.

Jesus questionou: “Que mérito há em amar quem te ama?” O mérito está em amar quem te odeia. Jesus, como Deus, conhece nossa incapacidade de amar aqueles que muitas vezes se opõem até à nossa existência.

Porém, se o problema fosse apenas amar os inimigos, teríamos uma desculpa: “Ele é mau, ruim, não gosta de mim, me despreza, etc.”. As coisas realmente pesam e o “nosso eu” se aflora quando não conseguimos sequer dar um simples “bom dia” a uma pessoa que passa por nós; sejam funcionários da nossa empresa ou colegas de trabalho. É uma atitude simples e gratuita, mas que demonstra um desejo sincero de que aquele que passa tenha realmente um bom dia.

Quantas vezes perguntamos “tudo bem?” e realmente prestamos atenção na resposta, iniciando um diálogo?

Isso não deve ser uma atitude mecânica, ou apenas um traço de educação e caráter, mas sim uma disposição enraizada em nossos corações; não um hábito, mas uma preocupação genuína.

Quem faz coisas simples assim com sinceridade também se preocupa com outros valores, atitudes e interesses que podem ajudar outras pessoas. Se ainda não tem essa preocupação, uma vez que comece e isso estiver arraigado em sua mente e ser, você mudará e fará coisas muito maiores que abençoarão os menos favorecidos e necessitados. Isso pode começar com um simples e sincero “bom dia” e evoluir para outras atitudes muito maiores.

Muitos diriam: “Tenho muitos problemas para me preocupar com os outros. Como dar um bom dia com sinceridade se tenho tido dias péssimos?”

E eu pergunto: quem não tem? E afirmo: nossa sinceridade não depende de nossa realidade, mas do desejo que vem da alma.

O fato é que o egoísmo e o “eu” não nos farão viver melhor e mais felizes, nem por mais tempo. No entanto, a generosidade, bondade e gentileza desinteressada invariavelmente nos farão viver muito melhor.

Como queremos viver?

Palavras são como espelhos, refletem o que há em nós. O que você quer ver no espelho?

Que Deus lhe abençoe ricamente!

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Nelson Filho

 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Como fazer um diabo feliz



 

 

 

 




Uma das coisas que mais alegram o diabo é ver pessoas brigando, e se forem crentes (quero dizer religiosos), melhor ainda! Onde houver uma contenda (e não for luta de MMA), ali está ele.

E você me pergunta: “Mas crente (religioso) briga também?” Sim, alguns brigam, ficam irados, perdem a compostura, acusam os outros de heresia, saem das igrejas, dos grupos, das comunidades, e até perdem amigos. E os motivos? Ah, nem precisam ser tão graves, reais ou heréticos assim; basta não concordarem com a simples visão do outro, e isso já é o motivo perfeito para iniciar uma discussão fundamentada na “fé”!

Fico imaginando se Jesus ou o apóstolo Paulo estivessem aqui em seus ministérios, quanta “encrenca” arrumariam! Bem, é sabido que, em seu tempo, os fariseus não gostaram da mensagem de Jesus, mas se fosse hoje, muitos que se dizem cristãos também não gostariam. Ele provavelmente seria acusado de heresia, demagogia, ideologia, hipocrisia e outras coisas mais.

As pessoas não suportam opiniões contrárias:

“Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas...” (2 Timóteo 3:1-2)

Num mundo hedonista, regido pela autoimagem, pelas próprias vontades e pelo egocentrismo, não existe mais espaço para ser contrariado, compreender os argumentos dos outros, se ofender ou reagir com acusações. Se algo não nos agrada—à nossa carne, ao nosso ego—desistimos de estar com aquelas pessoas e, com controle remoto em mãos, mudamos de canal, comemos pipoca sentados ao lado do diabo, ouvindo seus sussurros e aplausos, geralmente dizendo que fizemos a coisa certa.

Infelizmente, agindo assim, entramos em um caminho cada vez mais sinuoso, que só leva ao isolamento e à solidão. Porém, existe uma maneira de prosseguirmos firmes para o alvo: “Não deis lugar ao diabo...” (Efésios 4:27)

Como? Não deixe que ele se sente ao seu lado e sussurre “verdades” que Jesus não disse, que te encha de argumentos e “sabedoria” que são do seu próprio entendimento, do seu eu, da sua carne.

Precisamos estar atentos a toda voz que ecoa em nossos ouvidos e que não está de acordo com o padrão da bondade e da vontade sempre maravilhosa de Deus para nossas vidas. Precisamos também prestar atenção a toda voz que influencia nossos relacionamentos, palavras e atitudes que tomamos sem ponderar. Muitas vezes, quando não prestamos atenção e supomos que estamos apenas defendendo nossas ideias, direitos e valores, estamos na verdade cedendo a tentações malignas. O coração é enganoso e a mente mais ainda; com um sopro do maligno, “azedou a boca da égua”, como dizia meu avô!

Somente a compreensão e a relevância de Jesus em nossas vidas podem tornar a influência do diabo irrelevante em nosso modo de agir.

Uma vez que Deus, Jesus, emerge em nosso viver, praticar atos de amor e tolerância torna-se a nossa natureza, acima de qualquer influência.

Amar e tolerar é melhor do que reagir impensadamente, e é isso que Deus espera de nós, é isso que pode construir relacionamentos e não destruí-los. Pense bem antes da próxima resposta atravessada, grosseira ou que não construa nada. Não deixe que o diabo coloque a mão no seu balde de pipoca. Utilize seu controle remoto para assistir aos melhores canais; aqueles cuja programação te faz crescer.

Que Deus abençoe sua vida, te livre e te mantenha acima de toda malignidade!


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Nelson Filho