terça-feira, 6 de novembro de 2018

Um Deus de infinita misericórdia

















Tenho lutado incessantemente contra meus sentimentos de auto justiça ao colocar ao Senhor meus pedidos de oração. Luto contra minha carne e a falha avaliação que faço de mim mesmo para estar confiante diante dEle. Quero estar confiante diante de Deus pelo que Ele é e não por quem eu sou.

Se existe algo que destrói nossa fé e atrapalha nossa comunicação quando pedimos algo a Deus em nossas orações, são aqueles pedidos que fazemos baseados em nossos merecimentos.

Se achamos que merecemos algo por sermos “bons cristãos” e Deus não nos dá, cometemos a injustiça e o pecado de achar que Deus é injusto, por outro lado se achamos que não merecemos e pedimos, já estamos derrotados e pecando, fazendo de Deus um humano mesquinho, falível e vingativo como nós. 

Não merecemos receber de Deus suas benesses pelo que somos, mas sim pelo que Ele é.

De que maneira e com qual postura devo pedir a Deus?

“Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias”. Daniel 9:18

Gosto muito deste texto pois me desperta aspectos de como deve ser a oração de alguém que está muito aflito e desolado.
Me lembra uma vez em que um pastor muito idoso me disse; “Quando orares, puxe uma cadeira para o Senhor Jesus, convide-o a sentar e sente se em outra bem ao lado dele.”

Jesus está tão perto e ao alcance de suas mãos que é possível toca-lo, falar muito baixo, sussurrar e mesmo assim Ele pode ouvi-lo.

Da mesma maneira; Ele está tão perto que apenas ao abrir os olhos Ele poderá ver nitidamente sua situação: “Senhor, abre os olhos e veja nossa desolação”.

 “Senhor abre os olhos e veja minha situação!” Obviamente Deus pode ver sua  situação onde quer que Ele ou você esteja e seus olhos não estão fechados, mas quando clamamos figurativamente desta maneira, abrimos nossos corações, renovamos nossa esperança e fé em Seu poder de fazer algo por nossas vidas.

Na sequência ele diz: “porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias”

O grande segredo desta oração está no fato da consciência de que Deus age porque Ele é Deus, não porque somos merecedores ou imerecedores de Sua misericórdia e bondade.

Todos somos carne e diferentes, nesse contexto é natural alguns de nós acharmos que não somos tão ruins, que fazemos coisas boas; então merecemos também algumas coisas boas da parte de Deus. Por outro lado tem aqueles que se acham ruins demais para conseguir de Deus algo bom, ou seja, ambos "bons e ruins" baseiam se em seus merecimentos para conseguir as bênçãos e respostas de Deus.
O fato é que Deus age em nosso favor única e exclusivamente por sua infinita misericórdia.
Nossos atos de justiça ou injustiça nada significam para Deus.
Colocar diante dEle nossas boas ações e pedir suas bênçãos é querer coloca-Lo como um devedor de nossa bondade.
Da mesma forma, ao acharmos que nossas imperfeições o impedem de ser nosso Deus benigno e generoso, o rebaixa até nós que somos na essência todos maus e simplesmente humanos.

Nenhum de nós é digno de receber coisa alguma e nossa justiça é trapo de imundície, porém Deus  é misericordioso, pronto a ouvir e estender suas mãos ao nosso socorro, não importando qual a opinião você tenha a respeito de si próprio.
Desta maneira então; que em nossas orações estejamos nus diante dEle, despojados de todo senso de justiça humana, com o coração aberto, pecados confessados e desprovidos de qualquer sentimento ou atitude que não seja submissão e entrega a Sua vontade.  
Que possamos estar diante dEle reconhecendo que qualquer libertação, perdão e bênçãos são exclusivamente méritos dEle e para Ele, para Sua honra e glória!

Que Deus nos abençoe e nos dê a dimensão de Seu infinito amor!

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