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Um blog cristão não religioso, não denominacional, não proselitista, que tem o intuito de auxiliar a todos os que procuram crescimento espiritual através da única verdade incontestável: A Palavra de Deus.
sábado, 29 de dezembro de 2018
Um amor sem limites
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
O Pão que desceu do céu
Meu objetivo com este texto é falar àqueles que já são crentes e que não compreendem bem suas privações e necessidades. Gostaria de dizer que existe um meio de fortalecer-se para os dias ruins e de saciar-se espiritualmente. Esse meio é proporcionado por Jesus de forma clara, por meio de Sua Palavra e do conhecimento de Sua Pessoa.
“31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer.
32 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu, mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
33 Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo.
34 Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
35 Declarou-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.”
(João 6)
Nenhum milagre pode ser tão grande quanto a própria vida. Jesus apresenta-Se como o milagre que mantém a vida, como o pão que desceu do céu. Precisamos compreender o que Ele estava dizendo àqueles homens de coração endurecido. Sua afirmação era que Deus havia fornecido aos seus antepassados o pão que os manteve vivos durante a jornada no deserto. Somente Deus poderia sustentá-los nas mais terríveis condições e livrá-los da fome por meio do maná.
Mas o que era, de fato, o pão que Jesus apresentava diante daqueles homens?
O pão, desde aquela época, era um alimento essencial à sobrevivência humana, desde a Ásia até o Oriente Médio e a África. Embora preparado de formas distintas, sempre foi reconhecido como um alimento capaz de nutrir e sustentar a vida humana.
Dessa forma, Jesus primeiro revelou a essência de Seu propósito perfeito: manter aquilo que eles conheciam como vida e, em segundo lugar, conceder a própria vida.
Obviamente, eles não compreenderam o sentido espiritual da revelação. Não conseguiam entender como aquele homem poderia ser o pão do céu e dar-lhes vida, tanto física quanto espiritual. Jesus fez duas afirmações conclusivas: Ele dá a vida e Ele sustenta a vida.
Essa revelação foi de difícil compreensão para aquele povo. Ao ler todo o capítulo 6 do Evangelho de João, vemos homens discutindo entre si as palavras de Jesus, profundamente confrontados em seu íntimo. Lutavam interiormente para não aceitar declarações tão fortes, que exigiam mudança. Infelizmente, não estavam preparados para receber as boas novas e aplicá-las em benefício próprio.
Surge então a pergunta: por que não conseguiram entender tal significado, mesmo possuindo conhecimento prévio sobre Deus e sobre a vinda do Messias? E por que não reconheceram em Jesus o Filho de Deus?
Creio que estavam recebendo de seus líderes apenas promessas vazias, nada sólido, nenhum alimento com nutrientes suficientes para o desenvolvimento espiritual. Por isso, não puderam reconhecê-Lo.
Não conseguiram acreditar que aquele homem era o mesmo anunciado pelos profetas, aprendido desde a infância, agora diante deles, afirmando autoridade sobre a vida e a morte e reivindicando Seu lugar como Filho de Deus. Não reconheceram o milagre, não reconheceram o Pão da Vida. Tinham uma perspectiva errada sobre quem deveria ser o Messias.
E o que acontece hoje?
Vejo pessoas entrando diariamente nas igrejas com um clamor de socorro, com fome de Jesus e sede da Palavra. Entretanto, o que recebem de seus pastores? Muitas vezes, promessas vazias de um alimento que nunca chega. Promessas podem sustentar a fé por um tempo, mas quando a fome é grande, promessas que não se cumprem apenas enganam por um período limitado.
“Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pela prática, têm as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.” (Hb 5:14)
Essas pessoas chegam à casa de Deus com fome do Pão da Vida, necessitando de alimento sólido para nutrir seu crescimento espiritual. Chegam cheias de esperança, esperando ouvir uma mensagem vinda do céu, e recebem apenas um copo de água com açúcar. Sentem-se animadas momentaneamente, mas logo a fome retorna.
Esperam a próxima oportunidade de encontrar-se com o Senhor, desejando receber o alimento de que tanto necessitam. Contudo, a frustração repetida com promessas vazias acaba abrindo espaço para que o inimigo explore essa carência, enfraquecendo-as até que desistam da caminhada cristã. Nunca lhes foi ensinado que Jesus é o Pão da Vida, capaz de saciar completamente a mais profunda necessidade humana. Não ouviram que Ele é suficiente e que não precisamos recorrer a mediadores da fé que comercializam bênçãos.
Entregam-se, então, a falsos mestres que desconhecem a essência do Evangelho e Seu poder transformador. Essas pessoas não experimentam — e talvez nunca experimentem — os deleites do trono do Senhor Jesus.
É triste. Esses crentes não sabem disso porque nunca lhes foi dito, nunca lhes foi oferecido. Buscam a Deus, mas não se alimentam de manjares espirituais, tornando-se presas fáceis de lobos que se alimentam de sua fé até restarem apenas ossos.
Anos atrás, dois rapazes pediram-me oração por suas vidas material, profissional e financeira. Orei prontamente. Porém, ao terminar, senti um peso no coração. Percebi que aquela não era a principal necessidade deles. Não estavam errados em desejar essas coisas, mas precisavam de algo mais profundo, de um horizonte que somente Jesus poderia oferecer. Assim como os judeus da época de Jesus, tinham uma perspectiva equivocada.
Quem lhes ensinou essa perspectiva, estando eles dentro da igreja?
O mundo, que hoje, em grande parte, entrou na igreja. Trazemos para dentro dela as concupiscências do mundo: carros luxuosos, casas suntuosas, dinheiro, status, viagens, tudo o que agrada à carne. Isso distorce a perspectiva do Evangelho.
E quais são as consequências?
Em alguns casos, trata-se de hipocrisia e ganância. Em outros, pessoas sinceras são enganadas por promessas falsas e apresentadas a um deus que não existe, o que gera decepção e afastamento da verdadeira vida abundante.
Essa perspectiva errada do Evangelho produz dois efeitos principais: esfria a fé e desvia os crentes do verdadeiro propósito — viver plenamente em Cristo, alimentando-se do Pão da Vida que elimina toda fome.
Quantas promessas jamais se cumprem? Quantas palavras humanas, lançadas por falsos profetas, enganam os que precisam ouvir algo que realmente transforme?
O dano dessas mentiras é profundo para aqueles que estão carentes da verdadeira Palavra de Deus, carentes do Pão que dá vida.
Quem busca regozijo e nutrição só encontrará isso em Jesus. Fora d’Ele, tudo é tóxico e mata.
As tribulações não são necessariamente más; elas oferecem ao homem sincero diante de Deus a oportunidade de grande crescimento espiritual. O homem espiritual busca coisas espirituais; o homem carnal busca apenas o que é passageiro.
Os que seguem a Deus apenas por interesses materiais não são Seus filhos; são como Judas, que buscou trinta moedas. Já aqueles que se lançam nos braços do Senhor, conscientes de que nada merecem e gratos por tudo, experimentam Seu favor em qualquer circunstância.
Onde você deseja estar quando sua vida terrena estiver chegando ao fim?
Alimentado pelo Pão da Vida, forte e lúcido, aguardando o dia da glória, ou ainda buscando alimentos que não sustentam?
O Pão que desceu do céu é real. Não é uma fábula antiga. O Pão da Vida foi dado por Deus para que vivamos em abundância.
Não se deixe enganar pelas sutilezas do inimigo nem pelos que distorcem as palavras de Jesus. Entregue-se a Ele, alimente-se d’Ele, beba de Sua fonte, pratique Sua Palavra. Não existe nada mais saudável e vivificante do que uma vida em Cristo.
Que Deus nos conceda a graça de encontrarmos nossas vidas em Jesus, Aquele que nos sustentará até o fim dos séculos, para honra e glória do Seu nome.
Nelson Filho
Preparando se para a tempestade
Em um texto muito conhecido do Evangelho de Mateus, Jesus nos expõe a parábola dos construtores e os efeitos que as tempestades podem causar sobre suas construções:
"24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26 E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” Mt 7: 24-27
Não houve tempo por parte das autoridades darem o alarme porque nem eles mesmo sabiam que a erupção do vulcão Krakatoa, desencadearia tão horrenda tragédia. Ninguém esperava por isso, ninguém estava preparado para o que viria.
Todavia, o tempo que irá demorar para a construção desta base só depende de quanto tempo de trabalho diário foi gasto. Da mesma maneira o tempo para firmar se em Jesus só depende do tempo e da qualidade de comunhão que temos com Ele.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Um homem não religioso
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Que o Anjo do Senhor nos livre da depressão
Muitos cristãos sofrem de depressão, o que não é nada incomum. Também não é raro ouvir de pastores que a depressão seria causada por falta de fé, espíritos malignos, pecados, etc.
Meu conselho, nesse caso, é que você filtre essas palavras como um "by-pass": entre por um ouvido e saia pelo outro.
Mas, o que é depressão?
O que direi nas próximas linhas não tem cunho médico, científico ou profissional, e não tenho a pretensão de sugerir a interrupção de tratamentos com medicamentos. Meu objetivo é apenas compartilhar informações compiladas de estudos disponíveis na rede. Há uma vasta quantidade de livros e artigos disponíveis para quem deseja se aprofundar no tema da depressão, ansiedade e outro assuntos relacionados.
De modo geral, há consenso médico de que a depressão é um transtorno psicológico causado por um desequilíbrio químico no cérebro, que provoca tristeza profunda, persistente e desproporcional, além da perda de interesse em atividades cotidianas. Isso afeta diversos aspectos da vida, como a esfera familiar, escolar e profissional, sendo frequentemente necessária a intervenção médica e o uso de medicamentos.
Neurocientistas afirmam que a depressão ocorre em áreas do cérebro responsáveis pelos pensamentos e emoções. Descompensações nas reações químicas e elétricas podem levar à depressão. Os medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas, mas não curam a doença. A cura envolve uma ação ampla, juntamente com nossa ação; com a ajuda de Deus e, se necessário, de profissionais médicos.
Os Limites do Diagnóstico Psicológico
Aqui surge um ponto delicado: se o diagnóstico pode ser subjetivo, o profissional pode errar. Sem um exame ou teste científico que comprove de maneira definitiva a existência de uma doença mental causada por desequilíbrio químico, como a depressão, o diagnóstico torna-se dependente da interpretação do profissional. Segundo neurocientistas, embora seja possível ver áreas que estão reagindo a estímulos cerebrais de pessoas que estão dentro de maquinas de imagens, isso não é possível fazer em tempo real, numa consulta. Isso torna inútil na pratica (nos dias atuais para tratar), esses exames para tratar depressão ansiedade. Devido a complexidade esses exames servem para o médicos tratarem doenças graves. Nesse cenário; a pessoa pode ficar vulnerável a ações de profissionais terapeutas não qualificados ou mal preparados.
A psicologia, embora seja uma ciência que estuda o comportamento humano e os processos mentais, desempenhando um papel crucial no auxílio a pessoas com problemas comportamentais e psicológicos, não está isenta de erros em suas intervenções terapêuticas. Algumas situações que podem levar a falhas incluem:
- Diagnósticos equivocados: Por falta de marcadores biológicos, a análise subjetiva pode resultar em conclusões inadequadas.
- Uso de técnicas inadequadas: Nem todas as abordagens terapêuticas são eficazes para todos os pacientes, e a escolha errada pode agravar a situação.
- Desalinhamento entre terapeuta e paciente: A relação terapêutica exige empatia e sintonia, e a ausência disso pode comprometer o progresso do tratamento.
- Negligência de outras causas: Não considerar aspectos biológicos ou espirituais pode limitar a eficácia das intervenções.
Como dito anteriormente, apesar dessas limitações, a psicologia tem um papel importante na identificação de padrões de pensamento e comportamento que podem perpetuar a depressão. No entanto, é essencial reconhecer suas limitações, buscar um excelente profissional qualificado e integrá-la a outras formas de ajuda, como o apoio espiritual e a busca por um relacionamento com Deus.
Depressão na Perspectiva Bíblica
A Bíblia relata o caso de Elias, que sofreu o que seria uma depressão. Ele foi perseguido, sentiu-se cansado, sozinho e fracassado, mas Deus cuidou dele:
"E Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito, e como havia matado todos os profetas à espada. Jezabel enviou então um mensageiro a Elias, dizendo: 'Que os deuses me castiguem severamente, se amanhã, a esta hora, eu não fizer com a sua vida o que você fez com a deles.' (1 Reis 19:1-2)
Elias sentou-se debaixo de um zimbro e pediu para si a morte, dizendo: 'Basta, Senhor, não aguento mais!' Mas o Senhor lhe disse: 'Que fazes aqui, Elias?' (1 Reis 19:4,9) 'Eu fiquei só' (1 Reis 19:10,14)
O texto mostra como Deus tratou Elias com cuidado durante seu momento de depressão. Ele alimentou Elias, deu-lhe descanso, e revelou-lhe um novo propósito, fazendo-o superar a depressão.
Da mesma forma, Davi também passou por momentos de angústia, que poderiam ser caracterizados como depressão. No Salmo 13, Davi se queixa de seu estado emocional, mas toma atitudes ativas para se livrar da aflição: ele confia em Deus e O adora:
"Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? (...) Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem.” (Salmo 13:1-6)
Esses exemplos bíblicos mostram que, mesmo em estados de grande angústia, a intervenção divina foi essencial para a recuperação. Deus ofereceu a força e o cuidado necessários para superar a crise.
Ações e Perspectivas Positivas
Pensamentos negativos e estressantes podem ser bloqueados, e isso já é meio caminho para enfraquecer a depressão. Alterar a química do cérebro com antidepressivos pode ajudar, mas, às vezes, o problema está na maneira como a mente se condiciona a pensamentos torturantes. Nesse caso, mesmo com medicamentos, a depressão pode persistir.
A chave, portanto, está em identificar as fontes de depressão e tentar eliminá-las. Adotar uma abordagem positiva diante dos problemas é uma forma eficiente de combater a depressão.
Exemplo de abordagem negativa:
"Tudo está dando errado na minha vida. Meu marido só vive para trabalhar e, para piorar, bati o carro."
Exemplo de abordagem positiva:
"Que bom que meu marido tem emprego em um mundo cheio de desempregados, e que eu tenho um carro. Mesmo com o acidente, poderemos consertá-lo."
Se olharmos para tudo de forma negativa, não viveremos com alegria. A mudança de perspectiva é essencial para evitar cair em depressão.
Em muitos casos, procurar ajuda médica é essencial, mas não devemos excluir a ação de Deus. Como diz o ditado: "Quem canta seus males espanta". Cantar louvores pode ser uma excelente forma de aliviar a tristeza.
Em momentos de angústia, devemos entregar nossos problemas a Deus, confiar em Sua providência e buscar renovar nossas mentes com pensamentos positivos e fé.
Que o Senhor te abençoe e te livre da depressão!
Nelson Filho



